O barulho ensurdecedor do silêncio faz estourar seus tímpanos
A cegueira, provocada pelo excesso de visão, aprofunda seu olhar
O longo caminhar das pernas aleijadas te levam a caminhos obscuros
E a sua voz emudece em um grito surdo
Seu coração pára, e dispara
Sua cabeça roda a mil por hora, e diz: pára!
Sua mente gira num carrossel de idéias desconexas
Mas você não a controla
Enrola, desenrola, descontrola
Sente-se tonto dentro de um labirinto invisível,
Paredes transparentes de idéias
Sustentam quadros do seu cotidiano imaginário
Pintados com uma aquarela muitas vezes monocromática
E expostos a um público de cegos
Que admiram, como poucos sabem admirar,
A vibração que as cores provocam na surrealidade do ar.
PS: Isso ainda sobrevive...


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