Dói,
Como aquela dor lancinante
Que sente o cavaleiro errante
Quanto seu elmo se destrói
Maltrata, machuca
Da ponta do queixo
Até o extremo da nuca
Arde
Queima
Ó morte, por quê vens tão tarde?
Não tema, não teima
Leve contigo minha dor
Mesmo que me leve também
Não me guarde rancor
Nem ontem, nem hoje...
Para todo o sempre,
Amém.


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